domingo, 20 de novembro de 2011

Fuja disso... cuidado!!


Todos os dias vejo muitas placas com esse tipo de informação. Hoje, porém, uma bem em frente ao ponto de ônibus, me chamou especialmente a atenção, dizia ela: 
"Mãe Cotinha D’Oxum, recém-chegada da Itália, com cinqüenta anos de Umbanda, respeitabilidade e confiança. Traz seu amor de volta em 24 horas. Amarrações em três dias. Trabalhos infalíveis".
É essencial que seja explicado a você que se sentiu tentado a procurar a tal senhora, o quanto esse tipo de chamado é mentiroso e esconde segundas intenções que fatalmente atingirão seu talão de cheques em cheio. Se ela realmente tem o poder enunciado, com absoluta certeza não é da religião que apregoa. Na Umbanda esse tipo de trabalho é rigorosamente proibido, temos como regra jamais fazer nada que possa interferir no livre arbítrio de alguém e nada pode atingi-lo mais que uma amarração. Procurar alguém que faz esses anúncios pode levá-lo a envolver-se com baixa magia, ficando a mercê de espíritos trevosos que são os únicos dispostos a fazer algo do gênero. Deixe a vida correr normalmente, não se desespere para conseguir algo que não é seu de direito. Reflita sobre o quanto valem algumas semanas de falsa felicidade, comparadas a anos passados ao lado de alguém que já não significa nada para você. Pois é exatamente isso o que acontece quando se tenta amarrar alguém, o máximo a se conseguir será a companhia, o amor nunca. Estando amarrada, a pessoa ficará eternamente ao seu lado, mesmo que no íntimo desespere-se com a situação. Nesse ponto você passará a ocupar a vaga de ser mais odioso do planeta, na visão do amarrado. Ao mesmo tempo um novo amor que surja em sua vida – e que talvez seja o verdadeiro – estará totalmente fora de se alcance. Será que vale a pena? Gastar muito dinheiro, conseguir alguém por um curto período e ficar preso pelo resto da vida a alguém que afinal nem era o que se pensava? Tomar contato com espíritos de confiabilidade baixa e temperamentos duvidosos? Perder o grande amor que pode surgir quando já não puder voltar atrás? Eu mesma respondo. Não! 
Fujam das madames, "mães" e "pais" encontrados em qualquer poste, mesmo que tenham passado pela Itália, França e Bahia (eles insistem nesses três) a não ser que faça questão de ignorar tudo que tentei explicar neste pequeno espaço. E se mesmo lendo tudo isto preferir procurar um desses anunciantes, tudo bem, siga seu livre arbítrio.


Do blog: A Umbanda como ela é!

Está chegando o dia de Yansã!!

Dia quatro de Dezembro é dia da deusa protetora do ar e das ventanias e tempestades!! Êparrey Yansã!!

Que Oya nos abençoe neste dia... 
Êparrey Yansã minha mãe.... 
Êparrey Yansã... 

"Para onde vai a minha vida e quem a leva? 
Porque eu faço sempre o que não queria? 
Que destino contínuo se passa em mim na treva? 
Que parte de mim, que eu desconheço, é que me guia?" 
(Maria Bethania) 

Orixá feminino, filha de Oxalá e Yêmanjá, Rainha dos ventos e das tempestades, deusa dos relâmpagos, temperamental, autoritária, Iansã sabe fazer prevalecer a sua vontade, sabe defender o que é seu e sabe demonstrar todo o seu grande amor e alegria. O devoto tem de estar convicto da sua crença, nunca pestanejar no culto desta Deusa magnífica. 
Yansã jamais abandona os seus filhos, lutando como um tigre para protegê-los de todos os males, além de ser incentivadora dos estudos, invenções, pesquisas científicas e das artes. 
No sincretismo religioso, Yansã é representada por Santa Bárbara, quando se manifesta como Yansã-Oiá, ou por Santa Joana D'Arc, quando se manifesta como Yansã de Balê (ou seja, do fogo), Yansã-Funã sincretizada como Santa Maria Madalena. 
Na Umbanda, sua cor é amarelo, coral em alguns terreiros, também o azul, usado em toalhas, guias, roupas, enfeites e outros haveres, aceitam velas azuis-claras, vermelhas e brancas, no Candomblé, é o vermelho. Suas insígnias são o cálice, a espada e o leque. 
Seus cânticos, geralmente, demonstram autoridade, independência, poder de decisão, em seus pontos é comum fazer referências a Xangô (seu esposo), devido a ser fiel propagadora dos idéias de justiça do Orixá Xangô. 
Nas giras, nos terreiros, os médiuns incorporados, executam uma dança expansiva, ficam com atitudes elegantes, gestos ativos, ocupando amplo espaço, girando, tornando-se o centro das atenções do terreiro. 
O dia consagrado a Yansã é a quarta-feira, seu mês é o de Dezembro, seu elemento é o vento, seus domínios são os ventos e as tempestades. 
O local de entrega de obrigações podem ser junto ás oferendas de Xangô, poderá ser no alto de pedreiras, ou perto de bambuzais ou beira de cachoeiras, longe da queda d'água.

Editado por: MãePolly d'Yêmanjá.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Amanhã a Umbanda está em festa!


Terça, 15 de Novembro · 00:00 - 09:30

Participação: Todo o Mundo

No dia da Umbanda, acenda uma vela branca, pedindo aos Orixás para que vibrem o amor, harmonia e a paz no coração de cada ser humano. Simbolizando também a união de todos os Umbandistas e simpatizantes da Umbanda no mundo inteiro.


Editado por: Mãe Polly d'Yêmanjá.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Adeptos do candomblé pedem o tombamento da Pedra de Xangô Trata-se de um monumento considerado sagrado pelos religiosos. Uma construtora estaria querendo implodir a pedra, que fica em Salvador.


Representantes do candomblé fizeram um protesto na quarta-feira passada, dia dois de Novembro, em Salvador, ao lado da Pedra de Xangô, monumento considerado sagrado pelos religiosos. Eles querem o tombamento da pedra, que fica no bairro de Fazenda Grande II. Pela manhã, pessoas ligadas ao candomblé foram ao local limpar a pedra. Emocionadas, elas cantaram para pedir o tombamento da pedra.

Segundo Mãe Iara D'Oxum, o projeto de tombamento já foi enviado ao Ipac (Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia). Ela conta que uma empresa planeja implodir a pedra para construir um prédio.

“A nossa reivindicação, do povo de santo, do afrodescendente, é pela preservação da nossa história, pela preservação do nosso meio ambiente, pela preservação desse grande altar”, pontua Mãe Iara D'Oxum.

A Pedra de Xangô é um monumento sagrado do candomblé, onde são feitas oferendas. Os mais velhos contam que durante a escravidão, os negros que tentavam escapar usavam as aberturas que a pedra tem para se esconder.
O Ipac informou que recebeu terça-feira, última, dia primeiro, uma solicitação da Fundação Pedro Calmon para o tombamento da Pedra de Xangô e vai analisar o pedido.

Louvemos a Xangô que eles aceitem o pedido de tombamento de sua pedra.

Texto editado por: Mãe Polly d'Yêmanjá.

Casal realiza 1º casamento civil de Salvador em um terreiro de candomblé, a Constituição permite esse tipo de celebração desde 1988. Italiano e baiana se conheceram pela internet.



O primeiro casamento civil de Salvador realizado em um terreiro de candomblé ocorreu neste sábado (29), no bairro de Massaranduba. Desde 1988, a constituição brasileira permite esse tipo de celebração, mas faltava a regularização dos terreiros. 
"Estando os terreiros regularizados, com os estatutos discriminando quem são os celebrantes, os presidentes das solenidades, a Justiça aceita isso como representação no terreiro para que seja feito o casamento religioso com efeito civil", explica Alberto dos Santos, juiz.
O dia foi de preparativos, com todo o simbolismo que a tradição da religião exige. Primeiro houve a separação das folhas da pitangueira. "As folhas representam o caminho", explica uma das organizadoras do evento. No barracão, incenso para purificar o ambiente. Um tapete de folhas e pétalas foi preparado para o casal. O noivo chegou ao terreiro ao som do berimbau e quando a noiva entrou no terreiro os alabês deram o toque nos atabaques.
A cerimônia durou 40 minutos e foi marcada pela emoção dos noivos e da família. A baiana Camila e o italiano Massimo se conheceram pela internet, se apaixonaram e mesmo não sendo iniciados na religião afrobrasileira, resolveram se casar no candomblé.
"É a religião que mais se aproxima da nossa ideia de energia, de vida, de tudo", justifica Massimo Rangoni, empresário.
"Que isso aconteça mais vezes em Salvador, que é a terra do axé. Deus é um só e tendo fé isso é o que vale", conclui Camila Rangoni, secretária.

Texto editado por: Mãe Polly d'Yêmanjá.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Continuando a prosa... Logum Edé é salvo das águas.


Logum Edé era filho de Oxóssi com Oxum.
Era o príncipe do encanto e da magia.
Oxóssi e Oxum eram doi sorixás muito vaidosos e orgulhosos e por isso viviam brigando.
A vida do casal estava insuportável e resolveram que era melhor se separar.
O filho ficaria metade do ano nas matas com Oxóssi e a outra metade com Oxum no rio.
Com isso, Logum se tornou uma criança de personalidade dupla:
cresceu metade homem, metade mulher.
Oxum proibiu Logum de brincar nas águas fundas,
pois os rios eram triçoeiros para uma criança de sua idade.
Mas Logum era curioso e vaidoso como os pais.
Logum não obedecia à mãe.
Um dia Logum nadou rio adentro, para bem longe da margem.
Obá, dona do rio, para vingar-se de Oxum, com quem mantinha antigas querelas,
começou a afogar Logum.
Oxum ficou desesperada
e pediu a Orunmilá que lhe salvasse o filho,
que a amparasse no seu desespero de mãe.
Orunmilá, que sempre atendia à filha de Oxalá,
retirou o príncipe das águas traçoeiras e o trouxe salvo à terra.
Então deu-lhe a missão de proteger os pescadores
e a todos os que vivessem das águas.
Dizem que foi Oiá quem retirou Logum Edé da água e temrinou de criá-lo juntamente com Ogum.
Loci Loci!!! que nunca nos falte o encanto!

Editado por: Mãe Polly d'Yêmanjá.

Uma prosa que fala dos Orixás!! Yêmanjá ganha o poder sobre todas as cabeças.



Quando Olodumare fez o mundo,

deu a cada orixá um reino, um posto, um trabalho.
A exu deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas.
A Ogum deu o poder da forja, o comando da guerra e o dominio dos caminhos.
A Oxóssi ele entregou o patronato da caça e da fartura.
A Obaluaê deu o controle das epidemias.
Deu a Oxumare o arco-íris e o poder de comandar a chuva, que permite as boas colheitas e afasta a fome.
Xangô recebeu o poder do trovão e o império da lei.
Oyá ficou com o raio e o reino dos mortos,
enquanto Euá foi governaros cemitérios.
Olodumare deu a Oxum o zelo pela feminilidade, riqueza material e fertilidade das mulheres.
Deu a Oxum o amor.
Obá ganhou o patronato da familia
e Nanã, a sabedoria dos mais velhos,
que ao mesmo tempo é o principio de tudo,
a lama primordial com que Obatalá modela os homens.
A Oxalá deu o privilégio de criar o homem,
depois que Odudua fez o mundo.
E a criação se completou com a obra de Oxaguiã,
que inventou a arte de fazer utensílios, a cultura material.
Para Iemanjá, Olodumare destinou os cuidados de Oxalá.
Para a casa de Oxalá, foi Iemanjá cuidar de tudo:
de casa, dos filhos, do marido, da comida, enfim.
Iemanjá nada mais fazia que trabalhar e reclamar.
Se todos tinham algum poder no mundo,
um posto pelo qual recebiam sacrificios e homenagens,
por que ela deveria ficar ali em casa feito escrava?
Iemanjá não se conformou.
Ela falou, falou e falou nos ouvidos de oxalá.
Falou tanto que oxalá enlouqueceu.
Seu Ori, sua cabeça, não aguentou o falatório de Iemanjá.
Iemanjá deu-se então conta do mau que provocara e cuidou de Oxalá até restabelecê-lo.
Cuidou de seu Ori enlouquecido,
oferecendo-lhe agua fresca, obis deliciosos, apetitosos pombos brancos, frutas dulcíssimas.
E Oxalá ficou curado.
Então, com o consentimento de Olodumare,
Oxalá encarregou Iemanjá de cuidar do Ori de todos os mortais.
Iemanjá ganhara enfim a missão tão desejada.
Agora ela era a senhora das cabeças.

Editado por: Mãe Polly d'Yêmanjá.

Líderes umbandistas dizem que ritual com galo foi ato criminoso

Líderes umbandistas dizem que ritual com galo foi ato criminosoO galo encontrado com as patas e asas quebradas, em um despacho, no último sábado, 21, está se recuperando. Segundo a voluntária que cuida do animal, apesar de ele ainda não estar se movimentando normalmente, está se alimentando de forma regular, sendo sua comida preferida tomatinhos. No dia em que foi encontrado no cruzamento das ruas Casimiro de Abreu e Dr. Augusto Duprat, no bairro Cohab I, o galo foi retirado do local e levado a um veterinário, que o medicou.

A matéria publicada na edição do dia 25 suscitou inúmeros comentários e gerou polêmica. Segundo pai Nilo de Xangô, presidente da Associação Rio-grandina de Cultos Umbandistas e Afro-brasileiros, existem milhões de trabalhos, mas, em nenhum deles, se faz "o que fizeram com este animal". "Isto vem de alguém que quer desmoralizar a nossa religião ou de alguém que se diz pai ou mãe de santo", opinou.

Pai Nilo diz não acreditar que pessoas responsáveis irão doutrinar e ensinar a fazer este tipo de coisa. "Este ato desumano não existe em nossa religião". Salienta, inclusive, que a entidade que representa sempre orientou que os centros espíritas, ao fazerem sua oferenda, o fizessem em lugares adequados, como um mato, embaixo de uma árvore, em um local na praia onde não há banhistas. "Sempre recomendamos que não façam na cidade. E nossa intenção não é chocar ou expor alguém ao perigo".

Ressalta que um bom pai de santo ou cacique de terreiro é responsável pela religião que professam. "Portanto, temos que ser responsáveis". Informa que orienta sempre que, mesmo em locais adequados, não quebrem as garrafas. "Em vez de fazer o bem para uma pessoa, acabam fazendo o mal para muitas. Imagine quebrar uma garrafa na beira da praia, o que isto representa para os banhistas. É um mal que temos a obrigação de evitar".

Para ele, trabalhos como este, que fez um animal sofrer, é obra de pessoas despreparadas, mal-orientadas. "Hoje, infelizmente, uma pessoa bota água na cabeça e acha que já é pai de santo. E fazem isto por dinheiro. Muitas pessoas entram na umbanda para enriquecer. Esquecem que tudo tem um fundamento. E quem cometeu esse ato é leigo, é alguém que está entrando na religião e está com pressa de ganhar dinheiro, porque acha que a umbanda é isto. E denigrem, assim, nossa religião. Esquecem que ser pai ou mãe de santo requer muita responsabilidade e compromisso", salienta Pai Nilo.

Explica que há, sim, o sacrifício de animais, mas nunca sem um propósito e nunca de forma a fazer o animal sofrer. "Nós não queremos sofrimento em nossas vidas, então, por que fazer um animal sofrer? Não tem lógica. Nós sacrificamos animais em nossas festas, mas sempre para nos servir de alimento". Pai Nilo frisa que respeita todas as religiões e quer que sua seja respeitada. "É bem sabido que, em todas as religiões, existem aqueles que não prestam".

O babalorixa Jorginho do Xangô, presidente da Comissão Regional da Metade Sul em Defesa da Religião Afro Brasileira (Coremsdrab), repugna o ato. "Um provável religioso despreparado, sem ética e sem fundamento, não obedecendo aos ritos da religião, fez um verdadeiro ato de aberração e maldade, denegrindo a religião e desrespeitando os babalorixas e yalorixas, que tratam a religião com seriedade, obediência e respeito aos preceitos do fundamento das mesmas".

Enfatiza que dizer que não usam aves nos rituais é negar o passado, a tradição da religião. "Mas o sacrifício é feito em nossos pejis, onde se dá o apanajé (matar para comer), e não em via pública , onde agride a mãe natureza, o público em geral e demonstra maus-tratos com os animais". Como representante da Coremsdrab, ressalta que irão procurar saber quem é o autor da crueldade e que serão tomadas providências. "Rogamos a Olorum (pai da criação) para que ilumine a cabeça do autor deste ato para que reflita e não cometa mais atos de tamanha crueldade. E reafirmo que atos como estes no nosso meio religioso não são permitidos e nem tolerados. Isto não é sacralização e, sim, um ato criminoso".



Texto editado por: anete@jornalagora.com.br

sábado, 29 de outubro de 2011

Um pouco de história para você, leitor!

Obaluaê tem as feridas transformadas em pipoca por Iansã.

Chegando de viagem à aldeia onde nascera,
Obaluaê viu que estava acontecendo
uma festa com a presença de todos os orixás.
Obaluaê não podia entrar na festa,
devido à sua medonha aparência.
Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro.
Ogum, ao perceber a angústia do orixá,
cobriu-o com uma roupa de palha que ocultava sua cabeça
e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos.
Apesar de envergonhado, Obaluaê entrou,
mas ninguém se aproximava dele.
Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho.
Ela compreendia a triste situação de Omolu
e dele se compadecia.
Iansã esperou que ele estivesse bem no centro do barracão.
O xirê estava animado.
Os orixás dançavam alegremente com suas equedes.
Iansã chegou então bem perto dele
e soprou suas roupas de mariô,
levantando as palhas que cobriam sua pestilência.
Nesse momento de encanto e ventania,
as feridas de Obaluaê pularam para o alto,
transformadas numa chuva de pipocas,
que se espalharam brancas pelo barracão.
Obaluaê, o deus das doenças, transformou-se num jovem,
num jovem belo e encantador.
Obaluaê e Iansã Igbalé tornaram-se grandes amigos
e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos,
partilhando o poder único de abrir e interromper
as demandas dos mortos sobre os homens.
Outras versões do mesmo mito, dizem ainda que após o acontecimento é que os Orisás reconheceram Obaluaiyê como um importante Orisá e passaram a oferecer a ele, anualmente, o Olubajé. O cântico "oni leuá lessi orisá", faz menção a isso, afirmando que trata-se de um grande senhor, um grande orisá...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Novo livro de Zíbia Gasparetto



Livro já é o mais vendido desde dezembro de 2010.

Em menos de uma semana de seu lançamento, o novo romance de Zíbia Gasparetto, Se abrindo pra vida, ditado pelo espírito Lucius, atinge o primeiro lugar na lista dos mais vendidos na categoria autoajuda elaboradas pelas principais publicações do país com base nas informações das livrarias.

A liderança de Se abrindo pra vida, o novo romance de Zíbia Gasparetto, na lista dos livros mais vendidos e conquistada em apenas uma semana desde o seu lançamento, não chega a ser uma surpresa, pois o mercado editorial sempre aposta no sucesso de suas publicações. Estima-se que a escritora, uma das mais lidas no Brasil, tenha um fiel público de 30 milhões de leitores e que seus 34 livros publicados, 25 dos quais romances ditados pelo espírito Lucius, somem 10 milhões de livros vendidos.

No lançamento de Se abrindo pra vida realizado no auditório da Livraria Saraiva do Shopping Center Norte, na capital paulistana mais de 200 pessoas participaram de um bate-papo com a escritora. 
As perguntas, formuladas por pessoas das mais variadas idades - de crianças e adolescentes a idosos - traziam curiosidades sobre a sua vida pessoal, sobre o seu contato com a espiritualidade e até sobre questões relacionadas às catástrofes e crises mundiais. Sempre amável e didática, Zíbia respondeu a todas as dúvidas de seus leitores e, ainda, pacientemente atendeu aos pedidos de autógrafos.

Sobre o novo livro: Se abrindo pra vida também deve tornar-se bestseller, como a maioria de seus livros. O romance, ditado pelo espírito Lucius, narra a história de Jacira, uma mulher de 38 anos, solteira e extremamente dedicada à família, que culpa a todos pela sua infelicidade enquanto acredita ser uma vítima da vida e de não ter o poder de mudar o seu próprio destino. A publicação tem 368 páginas e traz o selo da Editora Vida e Consciência.Zíbia Gasparetto na Livraria Saraiva na noite do lançamento "Na vida, o importante é analisar os próprios sentimentos, descobrir qual a sua vocação e verificar o que lhe proporciona mais felicidade. Em seguida, é preciso respeitar seus verdadeiros sentimentos, direcionar suas escolhas com bom-senso e persistência, colocando-se em primeiro lugar nas suas escolhas. Todos precisamos reconhecer que há momentos de dizer sim e de dizer não. Respeitar seus sentimentos é a melhor forma de se valorizar", orienta.

Ficha Bibliográfica:Se abrindo pra vida
Zibia Gasparetto, pelo espírito Lucius
368 páginas
Editora Vida e Consciência.

Texto editado por: Mãe Polly d'Yêmanjá.

domingo, 23 de outubro de 2011

ATÉ QUANDO??? CRIANÇA QUE FOI AGREDIDA POR FIÉIS FANÁTICOS DA IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS NO MARANHÃO



DESTA FORMA REINFORMAMOS OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS-Foi esquecimento mesmo?
Ao chegarmos ao 5º Departamento de Polícia do Anjo da Guarda para audiência previamente marcada e confirmada pelo Pai Lindomar Saraiva, a vítima, foi revoltante. Fomos informados que das quatro audiências agendadas a única em que a intimação não foi entregue foi a do nosso casso. Ao exigirmos uma explicação através da nossa assessoria jurídica Dr. Nonato Masson tentaram sinicamente justificar que foi uma falha operacional por falta de viaturas. Entretanto a distância entre a residência do destinatário agressor e é de apenas 300 metros da delegacia. Daí companheiros está claro que a idéia de laicidade do Estado brasileiro é ignorada pela maioria dos órgãos públicos, bem como a reprodução do preconceito e discriminação.
A CRIANÇA AGREDIDA PELOS FANÁTICOS - Você consegue ficar alheio ao fato? 

Ao enchermos a delegacia com um grupo de religiosos afro-brasileiros, devidamente paramentados com trajes rituais, exercendo ali o direito de profissão de fé, após ritual na porta da delegacia, provocou um verdadeiro “frisson” não só pela quantidade, mas também pela organização e discurso fundamentado no que tange direitos dos povos de terreiro.
Imediatamente a intimação seguiu seu destino e recomendada pelo Delegado, marcando nova audiência para o dia 28 de outubro as 9h 30 da manhã. Agora fica nítida a necessidade de uma mobilização em nível nacional.
Nossa assessoria jurídica estará oferecendo denúncia ao ministério público para início de inquérito de crime de racismo por estes “arautos de Deus” da Igreja Assembléia. Aqui faço minhas as palavras do Coordenador Nacional do CEN Ogan Marcio Gualberto “O fato da intolerância religiosa caminhar de mãos dadas com o racismo provoca, por muitas vezes, nos órgãos responsáveis por fiscalizar e punir, certa leniência, não porque a intolerância não deve ser combatida, mas porque estes órgãos ainda não são capazes de lidar de maneira eficaz com temas ligados ao racismo.” (Mapa da intolerância religiosa – 2011, violação de direito de culto no Brasil. Ogan Marcio Alexandre M. Gualberto).
Neste sentido o Fórum Estadual de Religiões de Matriz Africana do Maranhão (FERMA) e o Coletivo de Entidades Negras do Maranhão (CEN-MA)reiteram o convite a toda população negra do estado para passeata por justiça e salvaguarda dos direitos do povo de terreiro.

Local: Anjo da Guarda.
Concentração: Praça do Canhão
Tema - CHEGA DE INTOLERÂNCIA, não toquem em nossos terreiros
Dia: 28 de outubro
Hora: 8h da manhã
Hora da audiência: 9h 30
Lembramos ainda que dia 03 de novembro, na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente DPCA (Praça Maria Aragão) ás 15h tem a audiência sobre a agressão que a filha do Pai Lindomar sofreu destes fanáticos (possuídos) em nome da fé deles e do “deus” deles.
Companheiros omissão também é crime.

Texto editado por: Mãe Polly d'Yêmanjá.
Do blog dos amigos. http://babadybadeyemonja.blogspot.com





Evangélicos agridem Povo de Terreiro no Maranhão


(Neto de Azile, coordenador Executivo do FERMA com B.O.)

Os representantes de entidades que integram o Movimento Negro e Afro-religioso Maranhense se reuniram durante a semana para discutir a denúncia de agressão contra uma criança de apenas 3 anos de idade que participava das celebrações da Festa do Divino no último dia 17, no Anjo da Guarda. O caso foi registrado no16º DP da Vila Embratel pelos familiares da vítima e está sendo acompanhado pelo Fórum Estadual de Religiões de Matriz Africana do Maranhão (Ferma). 
O coordenador de política institucional do Ferma, Neto de Azile, conta que os membros do terreiro "Kwebe-se to Vodun Bade Só", na 2ª Travessa do Bom Jesus, no Anjo da Guarda, realizaram um cortejo para buscar o mastro da Festa do Divino na Rua Costa Rica. Ao passar em frente a um culto evangélico duas senhoras começaram a distribuir panfletos que não foram aceitos. Uma delas teria começado a proferir ofensas como "isso é coisa do demônio" e em determinado momento, bateu na cabeça de uma criança de 3 anos, jogando-a para trás. 
Na reunião, as entidades participantes decidiram que o ato representa uma agressão física, psicológica e moral ferindo o direito constitucional do livre exercício da religião. Foi decidido que será aberta uma ação por perda e danos morais pela violência contra a criança e uma ação civil pública devido ao cerceamento da opção religiosa do grupo. 
Além das organizações ligadas ao movimento negro como a Ferma, Coletivo de Entidades Negras (CEN) e Rede de Religiões Afro, também estiveram presentes representantes da Secretaria Estadual Extraordinária da Igualdade Racial, Secretaria dos Direitos Humanos e Cidadania do Estado do Maranhão (Sedihc) e Fórum Intergovernamental de Igualdade Racial. Devido à complexidade do caso, a Sedihc sugeriu uma reunião com a assessoria jurídica da pasta para tratar da questão, o encontro deve ser realizado até a próxima semana. 
O coordenador de política institucional do Ferma afirma que a criança não foi ferida gravemente, mas que o ato a traumatizou. A garota ficou triste e chegou a desistir de vestir a roupa, relatando que "a moça bateu na coroa, agora eu não quero mais". As possíveis agressoras ainda não foram identificadas, mas Neto de Azile explicou que o caso foi repassado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DPCA) e ao 16º DP para que o líder da congregação onde as duas mulheres estavam possa identificá-las. Neto de Azile considerou a ação das mulheres como um ato de fanatismo que desrespeita o preceito religioso e caracterizou o ato como um retorno à Idade Média. "Somos um estado laico e temos liberdade religiosa assegurada em lei, não podemos deixar isso passar batido. 
Não bastasse a desqualificação que sofremos, ainda demonizam o nosso culto", comentou. O representante da Ferma destacou que há três anos as entidades negras realizam passeatas pela liberdade religiosa e que no último ano, houve um compromisso do Ministério Público em salvaguardar o livre exercício religioso. 


Fonte: http://imgsapp.oimparcial.com.br/app/noticia_130321921166/2011/09/24/94365/20110924083934432720i.jpg

Projeto veta morte de animais em rituais.

Entidades afro-brasileiras dizem que proposta é discriminatória e preconceituosa

noticias@band.com.br

Um projeto de lei do deputado estadual campineiro Feliciano Filho (PV), que proíbe o sacríficio de animais em rituais religiosos no Estado, ainda não tem data para ser votado, mas já criou polêmica.

Representantes de terreiros de candomblé e umbanda irão nesta quarta-feira, às 19h, à Assembleia Legislativa para tentar impedir que a proposta, classificada por eles como preconceituosa e discriminatória, seja aprovada pelos deputados. “O sofrimento dos animais é insuportável nestes rituais. A diferença entre eu, você e uma galinha é que ela não tem como se defender”, diz o parlamentar.

Eduardo Brasil, presidente do Fórum de Sacerdotes do Estado de São Paulo, diz que o projeto é inconstitucional por violar a liberdade religiosa. “Como será o Natal dos católicos se não puder matar o peru? O que está em jogo é a liberdade religiosa. Vamos à Assembleia para por fim à hipocrisia”, promete Eduardo Brasil.

Feliciano, que é cristão, rebate e diz que a proposta não tem a ver com religião. “Antes da liberdade de culto vem o crime ambiental. Esses animais estão sendo maltratados por essas pesoas.", afirma.

Para o pai de santo Moacir de Xangô e integrante do Conselho Municipal da Comunidade Negra de Campinas, o projeto é fruto de pura ignorância e do desrespeito às religiões de raízes africanas. “Apesar de nossa religião ser milenar, sempre fomos discriminados.”, diz Moacir.
Se o projeto for aprovado, o descumprimento da lei prevê multa de R$ 5,2 mil para cada infração. O valor dobra em caso de reincidência.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Criando uma linha direta com você...

O Kasuá quer entrar em linha direta com você leitor e seguidor de nosso blog. Faça suas perguntas que vamos responder através das cartas ciganas. Contamos com você para fazer essa linha direta com o mundo mistico do Kasuá dos axés d'Babá Odé.

YEMANJA

Dia 20 de Novembro... uhmm...

O dia 20 de Novembro é uma data muito importante, em todo o Brasil e muito mais para a nossa terrinha de União dos Palmares, como já dizia o slogan "Aqui nasceu a liberdade", pois bem, depois de uma reunião como a que relatamos a baixo, nos faz pensar  como a música..."como será a amanhã, responda quem poder...". Não se pode pensar em um vinte de novembro, tão "chôchô" como diria minha avó. Leiam e pensem bem... será que dar pra pensar num dia tão magrinho, aliás, tão "chôchô"?
O que querem?! com essas palavras bonitas? esse dia é muito importante para ser tão resumido.


Comissão discute programação do Mês da Consciência Negra
às 23:10 de 15/10/2011
Por Valéria Guimarães

Foto: Ascom Secult

Os preparativos para as comemorações do mês alusivo ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, foram discutidos na reunião da Comissão Organizadora do Mês da Consciência Negra em Alagoas, realizada nesta sexta-feira, (14), na sede da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
A reunião contou com a participação das instituições que compõem a Comissão, sob a coordenação da Secult. O objetivo da reunião é a elaboração do plano integrado das atividades comemorativas que ocorrerão durante todo o mês de novembro.
A comissão - composta por vários órgãos do Governo de Alagoas, Fundação Cultural Palmares, Prefeituras de União dos Palmares e Viçosa, Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Federação Alagoana de Capoeira - definirá a programação que será realizada durante todo o mês de novembro, além do conjunto de ações para a realização das atividades no dia 20, na Serra da Barriga.
Segundo o secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viégas, essa é uma ação que vem sendo desenvolvida com a parceria dos órgãos estaduais, municipais e demais entidades convidadas para que as comemorações aconteçam com a estrutura necessária, agregando as ações existentes em alusão ao dia 20 de novembro e ampliando a programação para outros municípios alagoanos.
“Esse é o terceiro ano que a programação se estende para outros municípios. Essa ampliação teve início em 2008, com a participação na programação dos municípios onde existem comunidades quilombolas. Estaremos agregando essas programações no Mês da Consciência Negra para cada vez mais difundir e valorizar essa data tão simbólica para Alagoas”, ressaltou.
Fonte: Agência Alagoas
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Ai Ai... como será o amanhã?

Editado por: Mãe Polly d'Yêmanjá.
Texto de: Nayanne Gomes.

Pai Sérgio no culto ecumênico na terra da liberdade!! União dos Palmares.

Foi um dia quente e muito marcante na terra da liberdade, foi o dia que todos os representantes das religiões dessa terra boa se fez presente para rezar juntos e pedir bençãos para ela.





terça-feira, 11 de outubro de 2011

Amanhã é dia de Oxum em algumas casas de Umbanda.


Devido ao sincretismo religioso adotado pela grande maioria dos terreiros em nosso pais, existem algumas divergências quanto a data correta de homenagem à Oxum. No Rio de Janeiro o sincretismo se dá com Nossa Senhora da Conceição, na Bahia, com Nossa Senhora das Candeias e em São Paulo, Nossa Senhora de Aparecida. Como se tornou hábito seguir o calendário católico para as homenagens sincréticas, o dia 12 de Outubro consagrado à Padroeira do Brasil passou também a ser o dia escolhido para nossos festejos à deusa das águas doces. 

Há, evidentemente, muitas criticas quanto a essa falta de padronização em nossas datas umbandistas, já que muitas casas programam seus trabalhos em dias diferenciados até mesmo para fugir da comparação com a Igreja. Mas eu, particularmente, não vejo problema algum nesse quesito. Podemos sim, utilizar a data do santo católico para fazer nossas oferendas ao orixá correspondente. Acredito que a egrégora formada por milhões de pessoas vibrando por uma energia positiva, seja ela de um orixá ou de um santo católico apenas acrescenta à nossa fé sem desmerecer a nenhum lado e fortalecendo a tradição herdada de nossos antigos.

Já disse algumas vezes que nada tenho contra o sincretismo e até o defendo, não consigo tirar do meu congá as imagens católicas já arraigadas no contexto de nossos trabalhos. Claro que sempre explico aos médiuns as diferenças existentes entre um orixá e um santo, isso é fundamental quando nos propomos a estudar e vivenciar a Umbanda, mas esquecer tradições? Nunca! Eu não faço! 
Então louvemos de coração aberto nosso orixá e nossa Padroeira, ambas, mães de todos nós! 
A partir disso demos toda graça e louvores a nossas mães...


Ora Ie ie Oxum! 
Salve Nossa Senhora Aparecida!

Editado por; Mãe Polly d'Yêmanjá




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Salúba Nanã, salúba!!

A Deusa mais velha entre todos os Orixás. Sua atitude costuma ser severa, mas é determinada naquilo que se propõe a fazer. Também costuma agir sempre com rigor na hora de tomar decisões. Este Orixá oferece segurança e jamais aceita uma traição. Conforme a tradição afro-brasileira, Nanã além de ser a mais antiga das divindades, foi também a primeira esposa de Oxalá. A mais velha deusa da água está associada às pessoas idosas, à maternidade e seu elemento principal é a lama, o lodo dos rios e dos mares. Como possui um temperamento rígido e não tolera desobediência, é capaz de castigar com a intenção de educar. Nas cerimônias da umbanda é conhecida como vovó. As pessoas consideras filhas de Nanã são geralmente calmas, sérias e introvertidas. Seguras e equilibradas em tudo o que fazem, gostam de ajudar as pessoas, agindo com gentileza e muita dignidade. Quando precisam desenvolver algum trabalho, mesmo que exija rapidez, sabem usar da paciência como se tivessem todo o tempo do mundo para sua execução.

Dia da Semana: Terça-feira

Saudação: Salubá Nanã!

Cores: Azul escuro, branco ou lilás.

Símbolo: Ibiri

Alimento Principal: Repolho roxo cozido e pipoca

Ciganos são uma classe de espíritos que incorporam nos terreiros de umbanda.

Entidades ciganas.
História pertencem à uma linha de trabalhadores espirituais que busca seu espaço próprio pela força que demonstram em termos de caridade e serviços a humanidade. Seus préstimos são valiosas contribuições no campo do bem-estar pessoal e social, saúde, equilíbrio físico, mental e espiritual, e tem seu alicerce em entidades conhecidas popularmente com "encantadas".

São entidades que há pouco tempo ganharam força dentro dos rituais da Umbanda. Erroneamente no começo eram confundidos com entidades espirituais que vinham na linha dos Exus, tal confusão se dava por algumas ciganas se apresentarem como Cigana das Almas, Cigana do Cruzeiro ou nomes semelhantes a esses utilizados por Exus e Pombas-Gira. Hoje, o culto está mais difundido, se sabe e se conhece mais coisas sobre essas entidades, chegando algumas casas a terem um ou mais dias específicos para o culto aos espíritos ciganos.

Não tem na Umbanda o seu alicerce espiritual, como dissemos; se apresentam também em rituais do tipo mesa branca, Kardecistas e em outros rituais específicos de culto à natureza e todos os seus elementos, por terem herdado de seu povo, o cigano, o amor incondicional à proteção da natureza.

Encontraram na Umbanda um lugar quase ideal para suas práticas por uma necessidade lógica de trabalho e caridade.

Na Umbanda passaram a se identificar com os toques dos atabaques, com os pontos cantados em sua homenagem e com algumas das oferendas que são entregues às outras entidades cultuadas pela Umbanda. Encontraram lá, na Umbanda, uma maneira mais rápida de se adaptarem a cultos e é por isso que hoje é onde mais se identificam e se apresentam.

São entidades oriundas de um povo muito rico de histórias e lendas, foram na maioria andarilhos que viveram nos séculos XIII, XIV, XV e XVI. Tem na sua origem o trabalho com a natureza, a subsistência através do que plantavam e o desapego as coisas materiais.

Dentro da Umbanda seus fundamentos são simples, não possuindo assentamentos ou ferramentas para centralização da força espiritual. São cultuados em geral com imagens bem simples, com taças com vinho ou com água, doces finos e frutas solares. Trabalham também com as energias do Oriente, com cristais, incensos, pedras energéticas, com as cores, com os quatro sagrados elementos da natureza e se utilizam exclusivamente de magia branca natural, como banhos e chás elaborados exclusivamente com ervas.

Diferentemente do que pensamos e aprendemos, raramente são incorporadas, preferindo trabalhar encostadas e são entidades que devem ser cultuadas na direita, pois quando há necessidade de realizarem qualquer trabalho na esquerda, são elas que se incumbem de comandar as entidades ciganas que trabalham para este fim, por isso, não precisam de assentamentos. Por isso tudo fica evidenciado que são entidades que trabalham exclusivamente para o bem.

Santa Sara Kali é sua orientadora para o bom andamento das missões espirituais. Não devemos confundir tal fato com Sincretismos, pois Santa Sarah é tida como orientadora espiritual e não como patrona ou imagem de algum sincretismo.

Ciganos na Umbanda, são espiritos desencarnados homens e mulheres que pertenceram ao povo cigano.

Os ciganos em geral, tem seus rituais especificos e cultuam muito a natureza, os astros e ancestrais. A santa protetora do povo cigano é "Santa Sara Cali". Dentro da Umbanda, trabalham para o progresso financeiro e para as causas amorosas. Cheios de simpatias espitiruais, os espiritos ciganos trabalham para a cura de doenças espitiruais.

Os ciganos, dentro da ritualistica umbandista, falam a língua "portunhol", alguns, poucos, falam o romanês, língua original dos ciganos. As incorporações acontecem geralmente em linha própria, mas nada impede que eles possam a vir trabalhar na linha de Exú.

Ossãin, deus das folhas, das ervas!!!

OSSÃIN/ OSSAIM/ OSSÃNIN
Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé. Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só Ossaim (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam o seu poder, a sua força.
Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem a sua presença, nenhuma cerimónia pode realizar-se, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde das folhas.
Ossaim é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que consequências desastrosas não atinjam os seres humanos.
A floresta é a casa de Ossaim, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, o seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida. Medo de que? Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.
Ossaim teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma cachimbo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande (ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio Ossaim, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folhas possui um só tronco.
De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre Ossaim e Orunmilá, que reflecte, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn – mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas – e os Babalawó – sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.
Ossaim é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima com a fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam do panteão Jeje assimilado pelos Nagôs, como Nana, Omolú, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia Ioruba. Contudo, é evidente que entre os Jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.
Uma confusão latente refere-se ao sexo de Ossaim; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do sexo masculino. Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.
Na verdade, Ossaim e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores dos segredos da mata, da Terra.

Características dos filhos de Ossaim

Os filhos de Ossaim são pessoas extremamente equilibradas e cautelosas, que não permitem que as suas simpatias ou antipatias interfiram nas suas opiniões sobre os outros. Controlam perfeitamente os seus sentimentos e emoções. Possuem grande capacidade de discernimento e são frios e racionais nas suas decisões.
São pessoas extremamente reservadas, não se metem em questões que não lhe dizem respeito. Participam em poucas actividades sociais, preferindo o isolamento. Elas evitam falar sobre a sua vida, sobre o seu passado, preferem manter certa aura de mistério. Geralmente, não têm nada de mais a esconder, mas desejam manter reserva.
Pressa e ansiedade não fazem parte das suas características, pois são pessoas dadas aos detalhes e caprichosas no cumprimento das suas tarefas. Possuem gosto por actividades artesanais que exigem isolamento e paciência; não gostam de ter chefe nem subalternos, não se prendem a horários, apreciam a independência para fazer o que gostam na hora que querem. São pessoas fascinadas com as regras e tradições, adoram questioná-las. Possuem um gosto exacerbado pela religiosidade.

Dados
DIA: Quinta-feira.
CORES: Verde e Branco.
SÍMBOLOS: Haste ladeada por sete lanças com um pássaro no topo (árvore estilizada).
ELEMENTOS: Floresta e Plantas selvagens (Terra).
DOMÍNIOS: Medicina e Liturgia através das folhas.
SAUDAÇÃO: Ewé ó!


Joãozinho da Goméia

Nasceu em 27 de março de 1914 em Inhambupe, Bahia. Sua família era católica e chegou a ser coroinha da paróquia de sua cidade. Mas o menino parecia realmente já vir predestinado a vivenciar o mundo das tradições religiosas afro-brasileiras, mesmo antes de se iniciar em uma casa de culto.
Na pequena cidade onde nasceu, distante 153 km da capital, aos 10 anos já demons-trava sua forte personalidade, como bom filho de lansã. Aos 17, deixou a família e rumou para Salvador, onde fez de tudo para sobreviver. No armazém onde trabalhou, conheceu uma senhora que muito lhe ajudou e que considerava como sua madrinha. Foi ela quem o levou ao terreiro de Severiano Manuel de Abreu, que recebia a entidade conhecida como Caboclo Jubiabá.

MESMO CONSCIENTE DA GENEALOGIA E HIERARQUIA DOS DEMAIS TERREIROS, CONSEGUIU IMPOR SUA AUTORIDADE E SE LEGITIMOU AO LONGO DOS ANOS

Uma das muitas histórias que se conta sobre sua iniciação é o fato de Joãozinho sofrer de fortes dores de cabeça sem explicação ou cura por meio da medicina. Assim que se realizou sua feitura, as dores de cabeça cessaram; teriam sido apenas um aviso de que o menino já vinha com o destino traçado pelos Orixás, que cobravam sua iniciação.

Em torno da figura de Joãozinho da Goméia sempre houve muita polêmica; para muitos, que buscavam formas de criticá-lo, sequer teria sido "feito". Mas há filhas-de-santo de Pai Joãozinho que contam todo o seu processo de iniciação. Uma delas, aos 92 anos declarou ao jornal Correio da Bahia que tinha dúvidas de que, se ele fosse vivo, alguém tivesse coragem de contradizê-Io.
1971 MORRE O GRANDE BABALORIXÁ
JOÃOZINHO DA GOMÉIA
O dia em que o Candomblé chorou!

19 de março de 1971 - o dia da semana era sexta-feira, fatídico para alguns, benéfico para outros. O local, Rua General Rondon, 360, bairro Copacabana, no município de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. Já passava das nove horas e o relógio em breve faria soar as dez badaladas. De repente, um silêncio se faz sentir; as poucas pessoas que ali se encontravam se entreolham assustadas. Parecem hipnotizadas, presas ao chão. Na face de cada uma, a palidez, o medo.

No enorme galpão, uma imagem de lansã se desprende da parede atrás de uma imponente cadeira. Cai ao chão e a deusa se desfaz em dezenas de pedaços. Um vento frio sopra e redemoinhos se formam levantando poeira; o céu se cobre de nuvens pretas como se vestisse luto, onde antes brilhava o solou se via o azul.
O vento uivante aumenta de intensidade e as pessoas começam a se mexer. Muitos diriam, depois, que os gemidos do vento mais pareciam lamentos de Omolu, o guardião dos cemitérios.
Assustados e talvez adivinhando as razões de tão estranhas manifestações da Mãe Natureza, alguns correm ao pátio: o pé de jurema, a árvore sagrada, começa a murchar, a canjica azeda minutos depois de colocada aos pés do Orixá. Nesse instante todos tiveram conhecimento do que estava ocorrendo e lágrima silenciosas começaram a descer nas faces negras e a molhar as vestes brancas. Os atabaques gemeram e choraram e, no gemido de seu couro, transmitiram ao Céu e à Terra os lamentos de uma dor que se espalharia por todo o Brasil.



Tudo isso se passou na roça de joãozinho da Goméia. No mesmo instante, a 400 quilômetros de distância, o Rei do Candomblé, maior propagador dos ritos afro-brasileiros, mais antigo e respeitado sacerdote do Brasil, deixava o mundo dos vivos, desencarnara e partira para o Reino de Oxalá - o Pai Supremo.

São Paulo, Hospital das Clínicas, 9 horas e 50 minutos, sexta-feira. Num leito branco, um homem moreno, forte, grandalhão e de finos traços trava uma batalha com a morte. Seu rosto é tranqüilo, aparentando uma enorme paz interior. Nas têmporas, os cabelos ralos já agasalham a neve dos anos que sobre eles passaram: retratam as dores, os sacrifícios, as lutas e os sofrimentos.
Ao seu lado os médicos se empenham para impedir os desígnios da morte, que quer levar mais um tributo e eles não concordam. O combate é desigual: de um lado, os fracos conhecimentos e as desvalidas forças do ser humano; do outro, os misteriosos poderes extraterrenos.

A luta é árdua; há muitas horas o combate se trava num vaivém irritante. Em momentos, parece que os médicos conseguirão enganar a morte; em outros, a vitória pende para esta. De um lado, os médicos de branco, cor tão querida e amada por aquele homem que ali se encontra sem poder participar da batalha. Ele, que durante toda a vida foi um valente que nunca fugiu à luta, não sabe que do outro lado o espectro da morte tenta arrebatar-lhe a vida, a alma. Seu espírito, este sim está vendo tudo, sabe até o destino que lhe é reservado, só que não pode intervir. Ele, o espírito, o motivo da batalha, dela não pode participar. Altos desígnios, mais fortes do que ele, presidem todos os detalhes do combate. Como humilde servidor desses desígnios, só lhe cabe apreciar os lances. Mesmo sabendo que no final o prêmio do vencedor será ele próprio.
A batalha chega ao fim - João Alves Torres Filho, o doente que os médicos não conseguiram salvar - talvez porque Oxalá houvesse decidido em contrário¬entrega sua alma ao Mestre Supremo.

Joãozinho da Goméia morreu aos 57 anos, 40 dos quais dedicados ao Candomblé. Desencarnou no dia de São José, oito dias antes de completar 57 anos. Por estranha coincidência, no dia de sua morte sua roça em Duque de Caixas iria promover o Lorogun - uma das grandes cerimônias do Candomblé que significa o fechamento do terreiro para o período da Quaresma.

Em dezembro ele pretendia promover uma grande festa para lansã, sua protetora. Oxalá, porém, decidiu que sua missão na Terra estava terminada.

Quando seus filhos-de-santo receberam a notícia de sua morte, o pranto e a dor tomaram conta de todos. Uma histeria coletiva jamais vista fora de um terreiro levou quase à loucura milhares de pessoas que se aglomeravam em frente ao hospital. Mulheres choravam, entravam em transe, desmaiavam; os homens murmuravam preces por sua alma e gritavam: - Pai, me leva com você!

Ao se confirmar a triste verdade, os atabaques começaram a marcar em toques fúnebres, anunciando a dor da perda irreparáveI. Todos ficaram inconsoláveis, mas mesmo assim lembraram de render tributo a Oxalá, pedindo que recebesse o filho amado de braços abertos. Para eles, o grande sacerdote apenas desencarnara, ganhando uma estrada de estrelas para chegar ao Reino de Oxalá.

Há muito joãozinho da Goméia se encontrava doente, e nos últimos meses queixava-se de fortes dores de cabeça. Os médicos encontraram a causa das terríveis dores do Rei do Candomblé: Na parte frontal da cabeça, em local de difícil exploração, formara-se um tumor, e sua localização tornava perigosa qualquer intervenção cirúrgica. Após comunicarlhe os perigos que correria, indagaram se deviam ou não operá-Io. Joãozinho não pensou nem um segundo para responder: - Podem operar, seja feita a vontade de Deus.

Às 8 horas e 15 minutos de sábado o corpo foi liberado para o transporte ao Rio de janeiro. No carro funerário foi o corpo, atrás caravanas de I 5 federações de São Paulo e dezenas de carros de fiéis. O motorista diria depois: - Em 19 anos de profissão, nunca vi tanta gente acompanhar um corpo.


"Se eu morrer, quero que todos os meus filhos-de-santo continuem fazendo caridade. E que se esforcem para que o Candomblé do Brasil seja, cada vez mais, encarado com seriedade e respeitado por todo o mundo"

Site: Oriaxe.com.br